Enquanto a beleza suga o corpo,
Da natureza - Em que creio ser um sopro,
Olho o Janeiro como vivo o Agosto.
Quando ver é viver e isso não é desgosto!
Há quem avalie a vida pela batida…
O forte bater do coração e o respirar ser vida;
Se a mente não tratasse de abrir a ferida
Tudo seria perfeição, mesmo na partida…
Ah, ninguém se contenta.
Contentar-se é a entrega à morte…
E mesmo com a minha pouca sorte,
Eu não me contento e continuo a remar a norte!

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